domingo, 15 de julho de 2012


Invenções de estudantes foram apresentadas na oficina do PINCE na ACRJ

Uma Bengala Eletrônica para deficientes visuais, que foi construída em apenas oito meses, o Concreto Ambiental produzido com material reciclado, o Cimento feito de papel, o Bueiro Coletor de lixo, o pão com soro desperdiçado do leite, e um quadro Multifuncional em Braille para ensinar matemática e português a deficientes visuais. Esses foram alguns dos trabalhos desenvolvidos por estudantes das redes públicas e privadas do Estado apresentados durante a primeira Oficina Pedagógica do Programa Inovar para Crescer nas Escolas (PINCE), dia 30 de março. Desenvolvido pelo Conselho de Inovação e Tecnologia da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o Programa Inovar para Crescer nas Escolas (PINCE) teve por objetivo despertar o interesse dos alunos para o desenvolvimento de novas idéias, inovação tecnológica e para o empreendedorismo. O Pince está desde 2007 trabalhando por uma educação inovadora.

A oficina contou com a participação de alunos e professores de diversas escolas do estado, além de empresários associados à ACRJ. O objetivo foi transformar as inovações dos jovens em possíveis negócios. Todos os trabalhos foram vencedores da 5ª edição do Prêmio PINCE – 2011, que reuniu estudantes e professores dos ensinos Fundamental, Médio, Profissionalizante, Jovens e Adultos e Formação de Professores da rede pública e estadual do Estado.

A criatividade não tem idade. Jovens entre 12 e 18 anos usam o tempo livre para desenvolver projetos científicos, e assim estimula o aprendizado e as pesquisas. Já são considerados “Einsteins do futuro”. Para desenvolver um projeto, o estudante precisa estar em contato com o universo da pesquisa cientifica, e também cumprir as seguintes etapas: Escolher o tema, que compreenda soluções para melhorar o meio ambiente, planejar a pesquisa com um projeto e metas, pedir ajuda a um orientador para que o mesmo possa acompanhar todo o procedimento da criação, e por fim o desenvolvimento que compreende a pesquisa, e a construção de um protótipo do produto.

“Temos trabalhos incríveis. São coisas simples que podem ser colocadas no mercado para que todos possam se beneficiar. É preciso que empresários se interessem e invistam mais”, afirma Edson Borba, coordenador pedagógico do Pince.

Os trabalhos apresentados foram:

Projeto Concreto Ambiental, do Colégio Mercúrio. Professores orientadores: Luiz Carlos do Nascimento Pereira e Thiago Santos de Oliveira. Alunos: Ane Caroline Freire, Fernanda Marques de Sousa, Thayane Vitorino de Lima e Bruno Henrique de Medeiros Mendes.

Projeto Quadro Multifuncional Braille, do Colégio Estadual Júlia Kubitschek. Professora orientadora: Olanova Scalzo Neves Rocha Nunes. Alunos: Laís Augusta de S. Santos, Vitória Costa dos Santos, Leonardo Gabriel Portela e Vitória Perla Contreras da Silva.

Projeto Papel-Cimento, do Pólo de Educação pelo Trabalho Fernando de Azevedo. Professor orientador: Baltazar dos Reis Vieira. Alunos: Ismael P. Mendes de Souza, Lorran Augusto Nunes Póvoa e Matheus Dávila Machado.

Projeto Bueiro Coletor, da Escola Técnica Estadual Mercedes Mendes Teixeira. Professor orientador: Paulo Roberto Espírito Santo Camacho. Alunos: Alessandra Faria da Silva, Guilherme Messias da Silva, Larissa de Carvalho Bezerra, Mayara Dione Rocha Mariano e Isabela Nunes de Albuquerque.

Projeto do Leite ao Pão, do Colégio Estadual Comendador Valentin dos Santos Diniz. Professor orientador: Ricardo Geada. Alunos: Everson Pereira Alcântara Pádua e Paschoal de Faria.

Projeto Bengala Eletrônica, do Colégio Israelita Brasileiro. Professor orientador: Charles Esteves Lima. Alunos: Bernardo Honigbaum, Fernando Fukelman, Henrique Sion, Daniel Frydman e Renzo.

“O diferencial da bengala eletrônica é o sinal de alerta sonoro emitido para identificar os obstáculos. Vamos doar algumas para alunos de uma escola”, conta Charles Lima, orientador e professor de Física do Colégio Israelita Brasileiro.



Para finalizar o evento, Edson Borba comentou “que todos os estudantes são o resultado de estudos, pesquisas, dedicação, e investimento. São crianças e adolescentes construindo e realizando sonhos para um futuro melhor. Através de projetos, eles apresentam produtos para facilitar a vida da sociedade e melhorar o meio ambiente, bem como a alimentação de todos”.